A dúvida não é nova, mas ficou mais difícil. Quem está avaliando um notebook com 8GB de RAM entre R$ 2.800 e R$ 4.800 encontra hoje três VivoBooks ASUS com processadores diferentes — AMD Ryzen 5, Ryzen 7 e Intel Core i7 — e, na mesma faixa de preço, um MacBook Air M1 seminovo que muda completamente o tipo de pergunta a fazer.
O problema não é falta de opção. É que cada modelo parte de uma lógica diferente: tamanho de tela, geração do processador, possibilidade de upgrade e, no caso do MacBook, um ecossistema inteiro que ou faz sentido para o seu uso ou não faz diferença nenhuma. Antes de falar em qual vale mais, vale entender o que cada um representa.
O que separa os três VivoBooks antes de qualquer comparação
Os três modelos da linha VivoBook ASUS chegam com configuração base parecida no papel — 8GB de RAM e 512GB de SSD — mas divergem em processador, tamanho de tela e proposta de uso. E essas diferenças importam mais do que o nome em comum.
O ponto que une todos eles é o sistema operacional: os três saem de fábrica com Linux KeepOS instalado. Quem depende de softwares específicos para Windows ou macOS precisa considerar isso antes de qualquer outra especificação. Compatibilidade com o seu fluxo de trabalho não é detalhe secundário nesse caso.
Os modelos do recorte
1. VivoBook 15 M1502YA
O VivoBook 15 com Ryzen 7 5825U é o produto de referência do recorte. Lançado em maio de 2025, traz um processador AMD da geração 5000 em uma faixa de preço intermediária dentro do conjunto — abaixo do VivoBook 16, acima do Go 15.
O Ryzen 7 5825U é uma geração anterior ao Ryzen 5 7520U do Go 15, o que pode gerar estranheza na comparação. São arquiteturas e contextos de lançamento distintos: o 5825U é um processador com mais núcleos e cache maior, enquanto o 7520U é uma versão mais eficiente da geração mais nova com foco em portabilidade. Comparar os dois diretamente sem benchmark seria especulação — o que muda de forma objetiva é a proposta de cada modelo dentro da linha.
Um ponto que merece atenção antes da compra: há relatos de inconsistência entre a descrição do anúncio e a configuração de memória efetivamente entregue — especificamente se a RAM vem soldada ou em slot livre. Vale confirmar essa informação com o vendedor antes de decidir, especialmente se expansibilidade for relevante para você.
2. VivoBook Go 15 E1504FA
O Go 15 é a entrada do recorte. Com Ryzen 5 7520U e preço abaixo dos demais, ele foca no uso cotidiano — navegação, documentos, videoconferências, estudos. Não é a opção para quem precisa de desempenho mais pesado, mas entrega dois diferenciais concretos que os outros modelos não têm.
O primeiro é a certificação de durabilidade de nível militar, declarada explicitamente na descrição do produto. Para estudantes que carregam o notebook com frequência ou para quem precisa de algo mais resiliente no dia a dia, isso pesa. O segundo é a abertura de tela em 180 graus, útil em situações de colaboração, apresentação ou uso compartilhado em mesa.
A tela FHD de 15,6″ com acabamento antirreflexo é outro ponto explicitado. Não há dados de qualidade de painel além disso, então vale comparar pessoalmente se esse critério for decisivo.
3. VivoBook 16 X1605VA
O VivoBook 16 é o topo do recorte entre os modelos ASUS. A tela de 16″ com painel IPS é o diferencial mais imediato — único no conjunto — e faz diferença real para quem trabalha com múltiplas janelas abertas, leitura de documentos longos ou passa horas à frente do notebook.
O processador Intel Core i7-1355U (3,7 GHz, 12 MB de cache) é a única plataforma Intel do conjunto, o que muda a lógica de compatibilidade com alguns softwares específicos. E o slot de RAM disponível para expansão até 16GB é um diferencial concreto: quem começa com 8GB e sabe que pode precisar de mais no futuro tem essa saída confirmada nos dados do produto.
O preço é o mais alto entre os VivoBooks. Faz mais sentido quando a tela maior e a perspectiva de upgrade importam mais do que o custo inicial.
4. MacBook Air 13″ M1 (seminovo)
O MacBook Air M1 entra no recorte como contraponto de perfil, não como rival direto dos VivoBooks. É o único produto com sistema Apple, o único seminovo e o único com 256GB de armazenamento — o menor do conjunto.
A CPU 8-core e a GPU 7-core integrada do chip M1 são diferenciais declarados, mas o desempenho real em comparação com os processadores AMD e Intel do recorte depende do tipo de tarefa e do ecossistema em que você trabalha. Para quem já usa iPhone, iPad ou outros serviços Apple, a integração tem valor prático. Para quem não usa, esse argumento some.
O armazenamento de 256GB merece atenção. É metade do que os VivoBooks oferecem. Dependendo do volume de arquivos, projetos ou mídia, pode ser limitante sem uso intensivo de nuvem.
Por ser seminovo, o estado real do produto varia conforme o lote e o vendedor. A descrição indica que o produto foi inspecionado, testado e reparado conforme necessário, com acessórios inclusos — mas histórico de uso, ciclos de bateria e garantia do vendedor são pontos a confirmar antes da compra.
Onde a escolha muda de verdade
A comparação entre Ryzen 5, Ryzen 7, Core i7 e M1 é uma das perguntas mais frequentes nessa faixa, mas a resposta depende menos de benchmark e mais de contexto:
- Se o seu fluxo de trabalho está no ecossistema Apple, o MacBook Air M1 tem coerência própria — mas o armazenamento reduzido e a condição seminova precisam ser aceitos.
- Se você precisa de tela maior e pensa em expandir a RAM no futuro, o VivoBook 16 é o único que oferece os dois.
- Se o orçamento é mais restrito e durabilidade conta, o Go 15 entrega um diferencial declarado que os outros não têm.
- Se você quer um processador AMD de geração mais robusta sem pagar pelo topo da linha ASUS, o VivoBook 15 com Ryzen 7 ocupa esse espaço.
O que verificar antes de decidir
- Linux KeepOS está instalado nos três VivoBooks: confirme se os softwares que você usa têm versão Linux ou se você planeja instalar outro sistema.
- O VivoBook 15 M1502YA tem relato de inconsistência de configuração de RAM entre anúncio e produto recebido — confirme a configuração correta com o vendedor.
- O MacBook Air M1 tem apenas 256GB de armazenamento: avalie se é suficiente para o seu volume de uso ou se depende de armazenamento externo e nuvem.
- Por ser seminovo, o MacBook Air M1 pode ter variação de estado entre unidades — pergunte sobre ciclos de bateria, condição da carcaça e garantia oferecida.
- Nenhum dos quatro produtos tem autonomia de bateria especificada nos dados disponíveis: pesquise esse dado separadamente se ele for relevante para o seu uso.
- O VivoBook 16 é o único com slot de RAM expansível confirmado até 16GB — se upgrade futuro importa, esse detalhe pesa.
- Compatibilidade de softwares profissionais ou criativos com cada plataforma (Linux, macOS) deve ser verificada antes da compra, não depois.
Veredito
Esse conjunto faz sentido para quem está avaliando um notebook de uso geral com orçamento entre R$ 2.800 e R$ 4.800 e quer entender o que cada faixa entrega de fato — sem depender de GPU dedicada e sem exigir Windows pré-instalado com licença inclusa.
O critério que mais ajuda na decisão não é o processador isolado, mas a combinação entre sistema operacional aceito, tamanho de tela, armazenamento suficiente e possibilidade de upgrade. Quem topa Linux e quer mais tela com margem para crescer aponta para o VivoBook 16. Quem prefere entrada mais acessível com durabilidade declarada encontra isso no Go 15. Quem quer Ryzen 7 sem pagar pelo topo tem o VivoBook 15 como opção intermediária.
O MacBook Air M1 seminovo é uma alternativa legítima, mas de perfil diferente: faz mais sentido para quem já vive no ecossistema Apple e aceita 256GB de armazenamento do que para quem está migrando sem razão clara. Não existe escolha certa para todos — existe a escolha mais coerente com o que você realmente usa.
Como esta análise foi elaborada
Esta análise considera ficha técnica, recursos dos produtos, contexto de uso, pontos de atenção e comparação com alternativas próximas. O objetivo é ajudar na decisão antes da compra, sem tratar nenhum produto como escolha ideal para todos os perfis.
Sim, todos os modelos são adequados para uso diário, mas a escolha depende do seu fluxo de trabalho. O VivoBook Go 15 é ideal para tarefas leves, enquanto o VivoBook 16 oferece mais tela e capacidade de upgrade. O MacBook Air M1 é excelente para quem já está no ecossistema Apple, mas tem menos armazenamento.
Sim, se você precisa de uma tela maior e a possibilidade de expandir a RAM no futuro, o VivoBook 16 justifica o investimento. O Go 15 é mais acessível, mas é voltado para uso básico e não oferece as mesmas funcionalidades.
Sim, se você não está integrado ao ecossistema Apple, o MacBook Air M1 pode não ser a melhor escolha. Além disso, seu armazenamento limitado de 256GB pode ser um problema se você precisar de mais espaço para arquivos.
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